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IEH | Leituras da Semana (05/08)

Olá pessoal,

Para segunda feira teremos os dois textos de Peter Burke abaixo destacados:

05/08 Peter Burke. “Um novo paradigma?” e “Da representação à construção” in O que é história cultural, Ed. Zahar, Rio de Janeiro, 2008, pp. 68-98 e 99-130.

Edward Said: Orientalismo

Olá pessoal,

Estou disponibilizando uma entrevista com Edward Said, autor do próximo texto que leremos na turma de Teoria da História. Mas sugiro que todos os interessados no tema das formas de representação vejam a entrevista. Nela, Said explica um pouco da sua obra, de suas motivações e ajuda a contextualizar a discussão que seu mais famoso livro – “Orientalismo. O Oriente como invenção do Ocidente” – provocou.

 

 

Teoria da História | Leituras da semana (16 a 18/06)

Olá pessoal,

Eis as leituras da semana. Apenas o segundo texto tem uma versão em pdf. O outro texto encontra-se na copiadora.

16/06 Robert Rosenstone, “Os filmes na história”, in A história nos filmes, os filmes na história, Paz e Terra, São Paulo, 2010, pp. 225-239.

18/06 Edward Said, “Introdução” in Orientalismo. O Oriente como invenção do Ocidente, Cia das Letras, São Paulo, 1990, pp. 13-39.

Teoria da História | Leituras da Semana (09 e 11/06)

Pessoal,

Eis as leituras da semana:

09/06 Lawrence Stone, “O retorno da narrativa: reflexões sobre uma nova velha história”, in Fernando Antônio Novais e Rogério Forastireri da Silva, Nova história em perspectiva, Cosac Naify, São Paulo, 2011, pp. 08-36.

11/06 Roger Chartier, “O mundo como representação”, in Estudos Avançados nº 11, Volume 5, (1991) pp. 173-191.

Teoria da História | Crise da representação

Oi pessoal,

Estou apenas aproveitando o espaço para ilustrar um pouco o papo que tivemos sobre a Crise da Representação. Havia mencionado o fato que dos anos 40 ao 60 a arte ocidental havia colocado em questão a própria ideia de representação. Essa crise havia sido provocada pelas diversas e rápidas transformações, especialmente no pós-guerra, que desestabilizaram as chamadas grandes narrativas modernas, sejam as narrativas do progresso/razão/iluminista/liberal ou mesmo a narrativa marxista/comunista – as duas grandes narrativas rivais da época. Por conta disso, as formas de pensar e falar sobre o mundo herdadas nos século 19, as formas clássicas e canônicas de representação, colapsaram em função desse novo contexto.

Nas artes plásticas, essa crise foi levada ao extremo. Uma das consequências dessa crise foi o crescente questionamento da possibilidade, da utilidade ou da necessidade da representação figurativa da realidade. Pouco a pouco, a arte começou a decompo-la. O cubismo de Picasso, por exemplo, ilustra um pouco esse momento de desconstrução da realidade – algo que já havia começado com os impressionistas. Mas Picasso ainda tentava representar objetos existentes na realidade, ainda que negando o realismo clássico.

Pablo Picasso.

Pablo Picasso.

Jackson Pollock e Mark Rothko, por sua vez, entre os anos 40 e 50, construíram uma nova visualidade que já não tinha nenhuma pretensão representacional. Sua pintura não representa na tela objetos existentes na realidade. As linhas e as cores não são exatamente representativas de algo pré-existente no mundo exterior. Rothko, por exemplo, pensava que sua pintura deveria ser apreciada como uma música. Ela não significa nada objetivamente, nem representa algo do mundo concreto. Suas cores eram como que notas musicais.

Jackson Pollock

Jackson Pollock

Mark Rothko

Mark Rothko

O minimalismo de Donald Judd leva a crítica da representação ao limite. Suas obras são pensadas com o objetivo de serem apenas pura presença. Objetos para pura contemplação sem nenhum intento de significação. Muitos minimalistas insistiam, diante das inevitáveis perguntas sobre como interpretar suas obras, que elas não significavam nada. Essa tradição minimalista, só que com uma característica mais monumental, pode ser vista nos trabalhos de Richard Serra. Suas placas e blocos negros podem ser vistas tanto em galerias como em espaços abertos. E são absolutamente enigmáticas.

Donald Judd.

Donald Judd.

Richard Serra

Richard Serra

A gente falou também um pouco sobre a relação entre significado, representação e experiência. A grande arte da experiência é justamente a performance. Algo que ganhou corpo também nos anos de 1960, juntamente com o minimalismo e outras formas de arte como os happenings e as instalações – que também questionavam a idéia de representação, e a própria materialidade da obra de arte como a pintura, ou escultura. A arte dos cubistas, expressionistas, ou mesmo do minimalistas tinham materialidade. Era algo que se comprava e pendurava na parede ou em algum espaço, e que tinha um valor econômico determinado e quantificado. A performance, ao contrário, seria uma arte puramente imaterial, absolutamente transitória, impossível de ser objetificada, quantificada, comprada ou vendida. A performance seria a arte da pura experiência. Ao fim de uma performance, nada resta senão a sensação, o afeto.

No fim do post, vocês poderão ver um breve vídeo de Marina Abramovich. Para quem não a conhece, ela é provavelmente a maior performer do século 20. O vídeo é parte de um grande documentário sobre sua vida (que recomendo que vejam), que termina com a retrospectiva de sua obra feita no MoMa, o Museu de Arte Moderna de Nova York. O MoMa contratou performers que refizeram as performances mais importantes de sua carreira. No vídeo ela refaz uma de suas performances mais famosas. Originalmente, essa é uma performance que ela havia feito nos 80, na qual ela ficava sentada durante horas olhando diretamente nos olhos do seu ex-marido, que era seu companheiro de performances na época. No MoMa, foi permitido que os visitantes da exposição sentassem com ela na mesa por alguns minutos. No documentário dá para perceber melhor a reação das pessoas a essa experiência. Mas nesse trecho do vídeo é possível ver o momento em que o ex-marido de Marina Abramovich aparece de surpresa no MoMa. O detalhe da história, é que eles não se viam há várias décadas.