Monthly Archives: September 2015

Bibliografia básica sobre cinema e história

Olá pessoal,

Estou disponibilizando uma bibliográfica básica sobre cinema e história. Há muitos livros e artigos que não estão aqui, evidentemente, Mas essa é uma bibliografia para quem busca uma primeira aproximação com o tema.

Recomendo, para os neófitos no tema, que leiam os artigos de SANTIAGO JÚNIOR aqui listados (com acesso aos arquivos em pdf dos textos).

Disponibilizei arquivos em pdf de alguns livro, capítulos e artigos que tenho em meu HD.

1. BURGOYNE, R. A nação do filme. Brasília: EdUnB, 2009.
O autor problematiza as relações entre cinema e as representações da nação nos EUA a partir da análise de dramas históricos norte-americanos.

2. FERRO, M. Cinema e História. São Paulo: Paz e Terra, 2002.
Edição ampliada de um dos primeiros livros a discutir a relação entre história e cinema.

3. HALL, S.Da diáspora. Identidades e mediações culturais. Belo Horizonte: UFMG, 2003.
Teórico da cultura, o britânico Stuart Hall discute temas tais como ideologia, raça, gênero, nação, representações sociais e e multiculturalismo tomando como ponto de partida produções da cultura de massas como o cinema, a literatura, a publicidade e a TV.

4. JAMESON, F. Marcas do visível. Rio de Janeiro: Graal, 1995.
Coletânea de artigos do teórico norte-americano que busca entender as alegorias políticas e econômicas do cinema. Por meio da análise de dramas comerciais tais como “Tubarão”, “O poderoso chefão” e outros Jameson procura analisar o modo como o cinema imagina e representa os conflitos do capitalismo contemporâneo.

5. KAPLAN, E. A. A mulher e o cinema. Rio de Janeiro: Rocco, 1995.
O livro trata das representações da mulher no cinema.

6. KELLNER, D.A Cultura da Mídia. Bauru: Edusc, 2001.
O autor discorre acerca representações sociais e políticas criadas a partir do cinema e da TV.

7. LANDSBERG, Prosthetic Memory: the transformation of american remembrance in the age of mass culture. New York: Columbia University Press, 2004.
Landsberg teoria acerca do que ela chama de “memória protética”, ou seja, um tipo de memória artificialmente criada pela mídia, em especial no cinema, que nos permite vivenciar o passado como se realmente o tivéssemos experienciado.

8. NÓVOA, J.; BARROS, J. D. Cinema-história. Teoria e representações sociais no cinema. Rio de Janeiro: Apicuri, 2008.

9. NÓVOA, J.; FRESSATO, S. B.; FEILGELSON, K. Cinematógrafo. Um Olhar sobre a História. . Salvador: UFBA, 2009.
Coletânea sobre história do cinema.

10. RAMOS, F. P. Teoria contemporânea do cinema. Pós-estruturalismo e filosofia analítica. São Paulo: Senac, 2004. v.I.
Primeiro volume de uma coletânea de artigos sobre cinema, centrada na abordagem estruturalista e analítica.  Nesse volume foi publicado um importante artigo de Ismail Xavier sobre as características alegóricas da narrativa cinematográfica.

11. RAMOS, F. P. Teoria contemporânea do cinema. Documentário e narratividade ficcional.São Paulo: Senac, 2005. v.II.
Segundo volume de uma coletânea de artigos sobre cinema, centrada nas questões colocadas pelas formas de representação do documentário. E também trata nas formas de narrativa ficcional.

12. ROSENSTONE, R. A História nos Filmes, os Filmes na História. São Paulo: Paz e Terra, 2012.
Clássico livro sobre as relações entre cinema e história. Uma das teses mais controversas de Rosenstone é advogar que o cinema é uma forma de historiografia.

13. SANTIAGO JÚNIOR, F. d. C. F. Cinema e historiografia: trajetória de um objeto historiográfico .História da historiografia, Outro Preto, v.12, p.151 – 173, Abril 2008.
Revisão bibliográfica sobre as relações entre cinema e história.

14. SANTIAGO JÚNIOR, F. d. C. F. Historiofotia, tropologia e história: além das noções de imagem nos escritos de Hayden White.História, São Paulo, v.33, n.2, p.489 – 513, Jul/Dez 2014.

15. SHOHAT, E.; STAM, R.Crítica da imagem eurocêntrica. São Paulo: Cosac Naify, 2007..
O livro se concentra na cinematografia do terceiro mundo, o cinema asiático, africano e latino-americano.

16. VIRILIO, P.Guerra e cinema. São Paulo: Boitempo, 2005.
O teórico francês Paul Virilio teoriza acerca das relações o cinema e as tecnologias da guerra.

17. XAVIER, I. Alegorias do subdesenvolvimento: cinema novo, tropicalismo e cinema marginal. São Paulo: Cosac Naify, 2012.
Nesse livro, Ismail Xavier teoriza acerca das características do cinema brasileiro dos anos 60 em diante.

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Metodologia da História | Leituras da semana (28 a 30/09)

Olá pessoal,

Essas são as leituras da próxima semana. O texto do Andrew Vincent está disponível apenas na copiadora.

28/09 – Quentin Skinner, “Significação e compreensão na história das idéias”, in Visões da política. Sobre métodos históricos, Difel, Rio de Janeiro, 2005, pp. 81-126.

• 30/09 – Andrew Vincent, “A natureza da ideologia” in Ideologias políticas modernas, Zahar, Rio de Janeiro, 1995, pp. 13-32.

IEH | Leituras da semana (28 a 30/09)

Olá pessoal,

Essas são as leituras para a próxima semana:

• 28/09 Robert Burgoyne, “Memória protética/memória nacional: Forrest Gump o contador de histórias. in A nação do filme, Ed. UnB, Brasília, 20-02, pp. 145­-164.

• 30/09 Eric Hobsbawn, “A nação como novidade”, in Nações e nacionalismo desde 1870, Ed. Paz e Terra, São Paulo, 1998, pp. 27-­63.

Documentários | A Questão Palestina

Pessoal,

Abaixo disponibilizo dois documentários com alguns dos mais importantes intelectuais envolvidos nos debates sobre a questão questão palestina nas últimas décadas.  Os interessados no tema podem também baixar a ementa do curso “O Conflito Israel-Palestina: Origens, desdobramentos, tentativas de resolução”, do Professor Peter Robert Demant, da Universidade de São Paulo, com uma bibliografia ampla sobre tema.

“The last interview” é uma longa entrevista com Edward Said, um dos mais importantes intelectuais palestinos, falecido em 2003. Said foi professor em Yale e Columbia, e é mais conhecido pelo seu livro “Orientalismo. O Oriente como invenção do Ocidente”, uma das obras mais importantes no campo das humanidades do século 20.

Ele também escreveu diversos outros livros que tratam das relações geopolíticas entre o Ocidente e o mundo árabe. No documentário abaixo, Said comenta sobre os principais debates nos quais esteve envolvidos, dentre eles o debate sobre o conflito Israel-Palestina.

O segundo documentário trata da vida e obra de Norman Finkelstein. Norte-americano, filho de judeus sobreviventes do Holocausto, desde a juventude Finkelstein assume uma posição pró-palestina e se torna crítico sistemático do que ele considera serem crimes de Estado cometidos por Israel contra a população palestina. Finkelstein é uma figura politicamente polêmica, imensamente contestado pela comunidade judaica.

Finkelstein ganhou notoriedade com sua tese de doutorado, na qual ele desconstrói a historiografia tradicional israelense, a historiografia que durante muito tempo alimentou as correntes dominantes do sionismo e as políticas territoriais do Estado do Israel.

Metodologia da História | Reflexões sobre o questionário

Olá pessoal,

Esses são alguns números do questionário que vocês responderam.

A maioria de vocês tem 6 semestres ou mais no curso, o que sinaliza que estão no momento adequado para entrar no universo da pesquisa acadêmica.

No entanto, praticamente 77% da turma ainda não tem experiência com pesquisa. É um número alto. Talvez a essa altura já devessem ter alguma experiência, ao menos no âmbito da Iniciação Científica, que é a melhor forma de ingressar no âmbito da pesquisa acadêmica na graduação. Por isso, nossa disciplina pode ser um oportunidade importante para a maioria de vocês começar a romper essa barreira e ampliar a experiência acadêmica, aproveitando os recursos humanos e materiais que a universidade coloca a disposição.

A maioria da turma, cerca de 75%, alega falta de tempo ou falta de maturidade para justificar o fato de não terem desenvolvido pesquisas, o que é plenamente compreensível. De fato, para ter uma experiência acadêmica mais completa, para aproveitar as oportunidades proporcionadas pela universidade é preciso fazer um grande esforço. Por isso, é preciso concentrar energias para fazer esse esforço extra. Entendendo, claro, que é um esforço que tem data para terminar, e que vai ser recompensador.

A maioria da turma também já definiu o tema de pesquisa, 73%, o que é um bom sinal. Desse total, 50% já localizou as fontes. O dado preocupante, no entanto, é que 80% da turma ainda não selecionou a bibliografia para a revisão bibliográfica. Como temos ressaltado nas aulas, o diálogo entre bibliografia e fontes é fundamental para refinar o seu recorte e, sobretudo, para problematizar seu objeto.

Portanto, apesar de estarmos progredindo, temos muito a fazer. Mãos a obra gente..

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Documentário “Foucault Contra Foucault”, 2014.

Olá pessoal,

Segue abaixo um documentário sobre Michel Foucault, lançado em 2014. Tem a participação de algumas figuras interessantes, como o filósofo Georges Didi-Hubernan e o Didier Eribon, o principal biógrafo de Foucault.

A tradução tem alguns problemas, mas dá para seguir sem grande prejuízo.

Metodologia da História | Estrutura do projeto de pesquisa

Olá pessoal,

8532608Como havia combinado em sala de aula, estou disponibilizando o esquema para o projeto de pesquisa sugerido no livro do José D’Assuncão Barros. Creio que esse é um modelo básico para começar a pensar no formato final.

O trabalho intermediário a ser entregue deve consistir numa primeira versão do projeto. Por isso, reflitam sobre essa estrutura e tentem perceber quais desses itens você já pode começar a preencher e quais são aqueles que você ainda precisam desenvolver.

Leiam essa estrutura como uma espécie de mapa. Ele te dá uma ideia mais ou menos clara sobre o caminho que você já percorreu, assim como do caminho que você ainda precisa percorrer para concluir seu trabalho.

No dia da entrega, vamos conversar um pouco sobre as dificuldades de cada projeto e como podemos superá-las. E lembre-se que trata-se apenas da primeira versão de um texto que vocês necessariamente terão retrabalhar depois. O importante nessa fase é começar o quanto antes.

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