Monthly Archives: April 2015

IEH | Imagem e política

Hoje nós vimos pelas redes sociais e pela imprensa, imagens chocantes da repressão policial a manifestação dos professores no Estado do Paraná. As imagens formam um tipo de discurso bastante persuasivo, embora também sempre sujeito a manipulações de toda ordem, manipulações para deturpar a opinião pública ou para mobiliza-la. Abaixo vemos um tipo de manipulação digital cujo objetivo é chamar a atenção para semelhanças entre o passado e o presente. É a capa da revista Time dessa semana, que mostra cenas de 1968 e das manifestações em Baltimore dessa semana. É um tema que vem a calhar na nossa aula sobre a memória que teremos hoje.

IEH | Shoah

Vamos começar a discutir alguns textos sobre o tema da memória e história. Eu já havia mencionado, no começo do curso, o documentário “Shoah”, do cineasta francês Claude Lanzmann, sobre o Holocausto. É provavelmente o documentário mais importante sobre o tema produzido até hoje. Lanzmann volta aos campos de concentração, conversa com sobreviventes, com os moradores das cidades onde viviam a maior parte dos judeus assassinados. Ele tem acesso a histórias que nunca havíamos escutado antes, contadas por pessoas envolvidas nos acontecimentos. Nos depoimentos ali apresentados podemos perceber, de maneira muito clara, o próprio trabalho da memória em ação.

Vou deixar aqui a versão que há no youtube. Infelizmente, não encontrei o filme legendado. Mas quem sabe um pouco de inglês acho que consegue acompanhar.

Mini curso

Gents,

Algumas pessoas me perguntaram sobre o meu mini-curso, mas nem tive tempo de divulgar aqui. As vagas foram preenchidas em poucas horas. De toda forma, eu tentarei fazer uma nova turma no início do próximo semestre.

Para quem tem curiosidade, eu estou disponibilizando a ementa, que deve mudar um pouco até o início do curso.

Ementa do mini-curso “A subversão do documento e a fotografia-expressão”.

Desafio: você sabe quem são essas figuras?

Desafio: alguém consegue identificar os pensadores na ilustração abaixo? Se acha que consegue, deixe sua resposta na caixa de comentários. 🙂

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IEH | Teoria da História | Apontamentos para a aula Foucault + Nietzsche

Senhoras e senhores,

Hoje continuamos nossa aula com o texto Michel Foucault, “Nietzsche, a genealogia e a história”, in Microfísica do poder, Ed. Graal, Rio de Janeiro, pp. 15-38.

Deixo aqui alguns apontamentos sobre o texto.

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IEH | Ajuste da Ementa de Introdução ao Estudo da História

Pessoal,

Estou ajustando a nossa ementa. Não há mudanças substantivas. Fora a mudança de datas, resolvi juntar as duas atividades de análise de documentos com a leitura dos textos que darão base para essa tarefa. Qualquer dúvida ou questão, me podem me enviar na forma de comentário aqui no blog que responderei assim que possível.

Os textos que temos em versão pdf estão sublinhados.

23/04 Antoine Prost, “Verdade e função social da história”, in Doze lições sobre a história. Ed. Autêntica, Belo Horizonte, 2008, pp. 253­272. + Michel Foucault, “Nietzsche, a genealogia e a história”, in Microfísica do poder, Ed. Graal, Rio de Janeiro, pp. 15-38.

28/04 Andreas Huyssen, “Resistência à memória: usos e abusos da história e do esquecimento”, In Culturas do passado­ presente. Modernismo, artes visuais, políticas da memória, Contraponto, São Paulo, 2014, pp. 155­176.

30/04 François Dosse, “Uma história social da memória”, in História. Ed. Unesp, São Paulo, 2012, pp.265­-307.

05/05 Robert Burgoyne, “Memória protética/memória nacional: Forrest Gump o contador de histórias. in A nação do filme, Ed. UnB, Brasília, 2002, pp. 145­164.

07/05 Eric Hobsbawn, “A nação como novidade”, in Nações e nacionalismo desde 1870, Ed. Paz e Terra, São Paulo, 1998, pp. 27-­63.+ Ernest Renan, “O que é uma nação”. (Documento para análise)

12/05 István Jancsó e João Paulo G. Pimenta, “Peças de um mosaico (ou apontamentos para o estudo da emergência da identidade nacional brasileira)”, in Carlos Guilherme Mota   (org.) Viagem incompleta. A experiência brasileira (1500­2000), Ed. Senac, São Paulo, 2000, pp. 127­171. + *von Martius, Karl Friedrich. “Como se escreve deve escrever a história do Brasil”. (Documento para análise)

Debate Foucault x Chomsky

Estou disponibilizando um debate muito famoso que aconteceu nos anos 70 entre Michel Foucault e Noam Chomsky. Foucault, à época, já pertencia ao College de France. Chomsky, que já havia se tornado uma referência acadêmica por conta de sua teoria lingüística, e também era uma referência para a esquerda por conta de sua crítica à Guerra do Vietnã, era – como continua sendo – professor no MIT, nos EUA.

É interessante perceber as diferenças fundamentais entre eles. Já havia dito em alguma aula que Foucault tem uma posição política muito difícil de descrever. Particularmente, não acho que ele seja uma pessoa da esquerda, assim como certamente não é alguém de direita. Foucault gravitou em torno das agendas e das lutas da esquerda, mas não acho que jamais tenha se identificado pessoalmente com o projeto político da esquerda.

Habermas tentou enquadrá-lo como um anarquista. Claramente não é. Como o debate mostra, anarquista é o Chomsky. Sobre Foucault, apesar de muito claro sobre suas posições acerca dos grandes conceitos da filosofia (a verdade, a liberdade, a natureza humana etc.), é muito mais difícil dizer algo muito preciso sobre sua posição ou projeto político.